COLUNA Pe .FÁBIO DE MELO DO JORNAL "O DIA" 23/01/2010

O medo é bom porque não nos enche de falsa coragem

Rio - Eu tenho medo. Mas não tenho medo de ter medo.
Medo é o avesso da coragem. É por meio dele que eu alcanço algumas vitórias. Quem não tem medo corre o risco de se tornar um herói sem graça, pronto demais. A vida é bonita justamente por ser inacabada.

A metade que falta, o detalhe que ainda não alcançamos, o objetivo que ainda está pela metade. Tudo se torna mais bonito quando visto do avesso.Os medos também. Há muitos tipos e estão por toda parte: medo de não vencer, de não chegar, de não saber, de não consequir, de subir a escada, de errar no tempero, de perder, de morrer...
O avesso do medo é o cuidado redobrado, porque quem tem medo, cuida. Não se expõe ao perigo, mas resguarda.
O medo é bom, porque não nos enche de falsa coragem. O medo nos torna reais, nos mostra quem somos, mensura o tamanho de nossas pernas...
O medo nos coloca no nosso lugar e nos prepara para o sorriso do pódio. Há medos que nos paralisam. São temores doentios.
 Eles nos entorpecem, nos amarram e precisam ser vencidos. Precisam ser olhados de frente, para que voltem à condição de medo, apenas...

 Medo saudável. Medo que me faz ser humano na medida certa, porque no humano bem medido, o divino prevalece. Só isso.
O resto é lição que a lousa da vida espera por ser escrita.



Pe. Fábio de Melo

UM LEGADO DE ZILDA ARNS!

Um legado de Zilda Arns  Gabriel Chalita
          10   Mandamentos para a Paz na Família

  1. Tenha fé e viva a Palavra de Deus, amando o próximo como a si
mesmo.

 2. Ame-se, confie em si mesmo, em sua família e ajude a criar um
ambiente de amor e paz ao seu redor.

3. Reserve momentos para brincar e se divertir com sua família,
pois, a criança aprende brincando, e a diversão aproxima as pessoas.

4. Eduque seu filho através da conversa, do carinho e do apoio e
tome cuidado: quem bate para ensinar 
 está ensinando a bater.

5. Participe com sua família da vida da comunidade, evitando as
más companhias e diversões que incentivem a violência.
6. Procure resolver os problemas com calma e aprenda com as
situações difíceis, buscando em tudo o seu lado positivo.
7. Partilhe seus sentimentos com sinceridade, dizendo o que você
pensa e ouvindo o que os outros têm para dizer.

8. Respeite as pessoas que pensam diferente de você, pois as
diferenças são uma verdadeira riqueza para cada um e para o grupo.

9. Dê bons exemplos, pois a melhor palavra é o nosso jeito de
ser.
 10. Peça desculpas quando ofender alguém e perdoe de coração
quando se sentir ofendido, pois o perdão é o maior gesto de amor
que podemos demonstrar.

 
" ESSAS SÃO AS MINHAS HOMENAGENS TAMBEM, A ESSA GRANDE MULHER....QUE DEU A VIDA POR AQUILO EM QUE ACREDITAVA....
GRANDE SER HUMUNO, MÉDICA DEDICADA! QUE JESUS LHE RECEBA COMO MERECES.... QUE DEIXARA UM IMENSO VAZIO PARA O MUNDO!  "

IRACEMA VERLY DE SALLES

AINDA TOMAREMOS UM CAFÉ

Um professor, diante de sua classe de filosofia, sem dizer uma só palavra pegou um pote de vidro, grande e vazio, e começou a enchê-lo com bolas de golf.
Em seguida, perguntou aos seus alunos se o frasco estava cheio e, imediatamente, todos disseram que sim.
O professor então, pegou uma caixa de bolas de gude e a esvaziou dentro do pote. As bolas de gude encheram todos os vazios entre as bolas de golf.
O professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio e voltou a ouvir de seus alunos que sim.
Em seguida, pegou uma caixa de areia e a esvaziou dentro do pote. A areia preencheu os espaços vazios que ainda restavam e ele perguntou novamente aos alunos, que responderam que o pote agora estava cheio.
O professor pegou um copo de café (líquido) e o derramou sobre o pote umedecendo a areia.
Os estudantes riam da situação, quando o professor falou:“Quero que entendam que o pote de vidro representa nossas vidas. As bolas de golf são os elementos mais importantes, como Deus, a família e os amigos. São com as quais nossas vidas estariam cheias e repletas de felicidade. As bolas de gude são as outras coisas que importam: o trabalho, a casa bonita, o carro novo, etc. A areia representa todos as pequenas coisas. Mas se tivéssemos colocado a areia em primeiro lugar no frasco, não haveria espaço para as bolas de golf e para as de gude”. “O mesmo ocorre em nossas vidas.
Se gastarmos todo nosso tempo e energia com as pequenas coisas nunca teremos lugar para as coisas realmente importantes. Prestem atenção nas coisas que são primordiais para a sua felicidade. Brinquem com seus filhos, saiam para se divertir com a família e com os amigos, dediquem um pouco de tempo a vocês mesmos, busquem a Deus e creiam nele, busquem o conhecimento, estudem, pratiquem seu esporte favorito... Sempre haverá tempo para as outras coisas, mas ocupem-se das bolas de golf em primeiro lugar. O resto é apenas areia”.Um aluno se levantou e perguntou o que representava o café.
O professor respondeu: “que bom que me fizestes esta pergunta, pois o café serve apenas para demonstrar que não importa quão ocupada esteja nossa vida, sempre haverá lugar para tomar um café com um amigo”.

           

PADRE FÁBIO DE MELO: Crer em Deus em tempos de tragédia

Rio - Eu estava no saguão do aeroporto quando um rapaz se aproximou. Suas palavras foram poucas. Só os limitados intelectualmente acreditam em Deus!” Disse e saiu. Eu fiquei engasgado com sua afronta. Num primeiro momento o meu desejo era dizer-lhe uns desaforos, mas não tive tempo.Sua frase me perseguiu ao longo de todo o dia, mas aos poucos ela foi perdendo o seu poder de agressão. A frase do rapaz me fez lembrar a regra de ouro da Hermenêutica, a ciência da interpretação. “Todo texto pede um contexto.” Eu não tive tempo para compreender o contexto da frase.Não sei qual foi a experiência religiosa que fomentou aquela compreensão. É bem provável que o rapaz tenha sido vítima de um discurso religioso opressor, pouco sensato. Esse discurso sempre fez parte das culturas humanas. Ensina uma crença que passa longe do bom senso. Interpreta o livro santo ao pé da letra, fundamenta em textos descontextualizados, e justifica com parcas teologias as absurdas caricaturas divinas que foram elevadas aos altares.
O insulto do rapaz me fez pensar na forma como creio em Deus.
Fez-me recordar meu tempo de magistério, quando em sala de aula eu vivia o desafio de propor que a religião só é possível quando os joelhos no chão sustentam uma cabeça que não tem medo de pensar. A fé em Deus não é afronta à inteligência. Não é preciso abrir mão da capacidade intelectiva para admitir a transcendência.E sobre isso gostaria de ter falado ao jovem 


moço. Crer em Deus é mais

trabalhoso do que não crer. Como tão bem sugeria o escritor mineiro, Guimarães Rosa, a fé é o discurso da terceira margem. Requer abstrações muito elaboradas. É através delas que interpretamos o mundo. Deus não nos aliena, mas nos contextualiza. É simples. Eu acredito na proteção divina, mas olho para os dois lados da rua antes de atravessá-la. É uma questão de bom senso. Não posso crer que Deus venha fazer por mim aquilo que só a 


mim compete. Não sei quem foi que disse, mas há uma frase bastante sugestiva que gosto muito “Nós só temos o direito de esperar pelo impossível depois de termos feito tudo o que nos foi possível.”É verdade. Crer em Deus dessa forma é razoável. Não é nenhuma afronta à inteligência humana admitir essa crença.

É por isso que a fé encarnada, vivida e experimentada sem alienações só pode fazer bem à sociedade. O mundo seria bem melhor se os religiosos do nosso tempo pregassem um pouco mais essa parceria: humano-divina.
Deus nos concedendo os dons necessários, e nós realizando a tarefa nossa de cada dia. Talvez assim a gente conseguisse diminuir as tragédias no mundo.  



 É por isso que a fé encarnada, vivida e experimentada sem alienações só pode fazer bem à sociedade. O mundo seria bem melhor se os religiosos do nosso tempo pregassem um pouco mais essa parceria: humano-divina.
Deus nos concedendo os dons necessários, e nós realizando a tarefa nossa de cada dia. Talvez assim a gente conseguisse diminuir as tragédias no mundo.
 


Pe. FABIO DE MELO

A ESCOLHA DO AMOR - Gabriel Chalita

Todos os dias fazemos escolhas em nossas vidas. Algumas escolhas são mais simples; outras, mais complexas. Escolhemos a roupa, o sapato, a alimentação, o trajeto. Escolhemos a escola, o trabalho, as prioridades. Como não é possível resolver todos os problemas de uma única vez, vamos escolhendo aqueles que precisam ser solucionados antes.  Escolhemos no supermercado, na loja, a forma de pagamento.     


Algumas escolhas simples ficam complicadas quando complicamos a vida. Fazer um almoço se torna um calvário para quem está angustiado. Ter de escolher o que fazer e que agrade às outras pessoas da família parece um trabalho insano.Escolher a escola dos filhos. Escolher a mudança de emprego. Aos poucos as escolhas vão exigindo mais reflexão e o resultado da escolha vai ficando mais sério.  Uma coisa é escolher a comida errada no cardápio e decidir que não vai pedir mais aquele prato. Outra coisa é perceber que casou com a pessoa errada. A escolha do casamento tem de ser mais demorada do que a do produto de uma prateleira em um supermercado. Como somos imperfeitos, a dúvida sempre fará parte de nossas escolhas. E é diante da dúvida que amadurecemos. Pessoas que têm certezas absolutas erram mais e sofrem mais com isso. A dúvida nos torna mais humildes, mais abertos ao diálogo.Nesses momentos é que percebemos a nossa maturidade frente aos obstáculos. Os mais concretos ou os mais abstratos.
Nesse início de ano, uma modesta sugestão:  diante das dúvidas que surgirem, escolha o amor
Diante de sentimentos mesquinhos como a inveja, o ciúme, a vingança; escolha o amor. Antes de falar, pense. Mas pense com amor. Antes de agredir, lembre-se de que o tempo da cicatriz é mais demorado do que o tempo do comedimento. 
  Antes de usar a palavra como instrumento de maldizer, lembre-se de que o silêncio é o grande amigo e  de que, na dúvida, o outro deve receber a sua compaixão. Diante do comodismo, da alienação, escolha o amor em ação. Assim fizeram os apóstolos, mesmo sabendo que seriam incompreendidos; assim fez Francisco de Assis quando ousou chamar a todos de irmãos; ou João Bosco com os jovens que só se aquietavam quando se sentiam amados.
Assim fez Madre Tereza de Calcutá que fazia a escolha do amor diante de cada próximo que dela precisasse.
Diante da boa dúvida, é bom pedir ajuda. Para os irmãos e para Deus, a Essência do Amor.       
Os desafios são muitos. É por isso que sozinho fica difícil. Como diz a canção:Eu pensei que podia viver, por mim mesmo. Eu pensei que as coisas do mundo não iriam me derrubar.E a oração continua e, com ela, nossa certeza:   Tudo é do Pai. Toda honra e toda glória. É Dele a vitória alcançada em minha vida.
Que sejamos responsáveis em nossas escolhas mais simples ou mais complexas. Mais uma vez, com amor, tudo fica mais fácil e mais bonito!


                                         Gabriel Chalita


COISAS QUE APRENDI COM VOCÊ



Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você pegar o primeiro desenho que fiz e prendê-lo na geladeira, e, imediatamente, eu tive vontade de fazer outro para você.Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você dando comida a um gato de rua, e eu aprendi que é legal tratar bem os animais.Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você fazer meu bolo favorito para mim e eu aprendi que as coisas pequenas podem ser as mais especiais na nossa vida. 

Quando você pensava que eu não estava olhando, ouvi você fazendo uma oração, e eu aprendi que existe um Deus com quem eu posso sempre falar e em Quem eu posso sempre confiar.Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você fazendo comida e levando para um amigo que estava doente, e eu aprendi que todos nós temos que ajudar a tomar conta uns dos outros.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você dando seu tempo e seu dinheiro para ajudar as pessoas mais necessitadas e eu aprendi que aqueles que têm alguma coisa devem ajudar quem nada tem.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu senti você me dando um beijo de boa noite e me senti amada e segura.Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você tomando conta da nossa casa e de todos nós, e eu aprendi que nós temos que cuidar com carinho daquilo que temos e das pessoas que amamos.Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi como você cumpria com todas as suas responsabilidades, mesmo quando não estava se sentindo bem, e eu aprendi que tinha que ser responsável Tanto quanto voce.  


Quando você pensava que eu não estava olhando eu vi lágrimas nos seus olhos, e eu aprendi que, às vezes, acontecem coisas que nos machucam, mas que não tem nenhum problema a gente chorar.Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi que você estava preocupado e eu quis fazer o melhor de mim para ser o que quisesse.Quando você pensava que eu não estava olhando foi quando eu aprendi a maior parte das lições de vida, que eu precisava, para ser uma pessoa boa e produtiva como voce o È.
  Quando você pensava que eu não estava olhando, eu olhava para você e queria te dizer: "Obrigado por todas as coisas que eu vi e aprendi quando você pensava que eu não estava olhando!"

PADRE FÁBIO DE MELO: Ser feliz dá trabalho

Rio - O poeta dizia: “Tristeza não tem fim, felicidade sim!” Tinha ele razão? Não sei. O que sei é que neste imenso mercado em que se tornou a vida, encontramos ilusões temporárias sendo vendidas como se fossem felicidades duradouras.
O empenho... Ser feliz dá trabalho. Há quem diga que não. 
Acredita nas fórmulas mágicas que esta literatura contemporânea nos oferece, prometendo-nos uma série de felicidades, que segundo aqueles que a produzem, podem ser conquistadas com a aplicação das receitas por eles oferecidas.
Há quem preveja o futuro. Garante ler nas mãos as rotas do amanhã, os amores que virão, os sofrimentos que chegarão e os fatos que mudarão a história. Há quem creia nos búzios, nos tarôs, nas simpatias que atraem sorte e até mesmo nas promessas que insistem em mercantilizar o que por natureza é gratuito em Deus.
Eu continuo sem crer em tudo isso. Ainda prefiro ver a vida, o novo ano, as novas possibilidades como um novelo misterioso que trago preso a mim, pela ponta. Viver consiste em deixar o novelo se desprender das mãos. No gesto de deixá-lo cair, permanecem duas perspectivas: o cuidado de segurar a ponta para que não se perca de nossas mãos e a liberdade para que se desenrole de acordo com o movimento. Nisto está a beleza: a previsão responsável e o espaço para a surpresa.
Felicidade também é uma forma de planejamento. Arquitetamos os sonhos, somamos os recursos, projetamos as iniciativas, marcamos datas, sacrificamos alguns exageros, reduzimos os supérfluos, construímos esperanças. Mas é também surpresa. Um bilhete na geladeira, um encontro inesperado, uma declaração de amor, um telefonema de quem andava sumido, uma graça do menino malabarista no semáforo da esquina, um bolo de fubá escondido no forno e um recadinho da mãe colado na porta: “Fiz pra você!”
Tudo vai nos despertando sorrisos, vontade de viver, de cantar aquela música brega, de dar vexame em público, de dizer que ama, que ama, que ama.
ILUSÕES TEMPORÁRIAS...Inicio de ano é assim. Quando nos damos por nós, tudo já está programado. O calendário já está riscado até dezembro, a agenda já está programada e não há espaço nem para a possibilidade de uma gripe inesperada. Tudo deverá ser cumprido com rigor espartano! Planejar é bom. Ruim é não deixar espaço para a criatividade da hora.Há quem faça o planejamento em cima de previsões mágicas. Os bruxos de plantão insistem em dizer que tudo isso dá certo. Eu acredito só na metade da previsão. É previsível só o que o bom senso já nos anuncia como verdade. O resto é conversa de quem não tem o que fazer, de gente desempregada que insiste em cuidar da vida alheia ao invés de cuidar da própria vida. Gente que vende felicidades prontas para o consumo, que dispensa o esforço e que garanta um resultado maravilhoso.
Felicidades encaixotadas, prontas para serem vendidas, comercializadas, trocadas, excluídas. Comércio que insiste em nos convencer de que tem a solução para os nossos problemas. Felicidade fácil. Aparelhos que prometem nos emagrecer, enquanto comemos pipoca amontoados no sofá da sala. Cápsulas milagrosas que vão comendo a gordura da nossa preguiça enquanto continuamos preguiçosos, comendo as coisas que nos fazem mal, insistindo em expor o nosso corpo a todos os malefícios das gorduras saturadas, hidrogenadas e outros adas..


 Aparelhos que modelam a nossa barriga enquanto dormimos, cremes que fazem desaparecer do rostoaquilo que a vida levou anos para criar. Tudo rápido, fácil, sem esforço. Felicidades provisórias. Coisa de gente que não quer o esforço de um exercício que faz bem pro coração. Ampolas que dão ao corpo a massa muscular que o organismo levaria dois anos para alcançar. Felicidades sem volta. Morte silenciosa que vai comprometendo o interior da carne para que a exterioridade pareça forte.icidades futuras. Coisa de gente que projeta o início da dieta para segunda feira, que diz que pára de fumar quando quer, que só bebe socialmente, que não é escravo de nada, que sabe muito bem o que está fazendo. Felicidades mentirosas. Falas decoradas de quem não tem coragem de dizer que falhou, que não deu certo, que escolheu o caminho errado e que não soube voltar atrás. Coisa de gente que insiste em viver os dias só para vê-los passar. Felicidades que enganam. Gente que jura amor eterno já sabendo que não poderá ficar.
FELICIDADES DURADOURAS...
  Por outro lado, há um jeito interessante de ser feliz. Felicidades responsáveis. Gestos que nos ajudam a reconstruir a vida, encurtar as distâncias, promover as dietas, diminuir as gorduras. Vida que tem horário marcado para o cuidado do corpo, sem desculpas, sem embromos e sem enrolação. Felicidades partilhadas. Descobrir que repartir o instante feliz é uma forma de multiplicá-lo, fazê-lo eterno. Perceber que belezas superiores insistem em se esconder em belezas menores, pouco atraentes.
Felicidades sem aviso. Reencontros inesperados, presente que se recebe sem razão, comemorações sem datas especiais. Pequenos gestos que fazem a diferença na soma de tudo. Vida que se comemora só por comemorar, só por reconhecer o que nela é único, irrepetível, singular. Eu espero que este novo ano seja um tempo propício para felicidades verdadeiras.
                           
Eu não tenho nenhuma previsão para sua vida. Para mim, não importa se Saturno está na linha de Júpiter ou se as cartas revelaram verdades ocultas a respeito de quem quer que seja. O que sei é que a vida continua amanhecendo, com ou sem a minha previsão. O inesperado ainda é a metade mais viva da vida. Programe-se bem para este novo ano. Só quem se programa e cumpre bem o que se propôs saberá lidar com as surpresas. No mais, eu lhe desejo muitas e muitas felicidades sem aviso, sem previsões...
 

CULTURA UNIDA EM PROL DE SÃO LUIZ DO PARAITINGA. 08/01/2010

 JESUS PROTEGEI NOSSO PLANETA!!! 
Nunca antes São Luiz do Paraitinga frequentou o noticiário como agora, que foi arrasada por uma absurda enchente na virada do ano. Acontece que além do patrimônio arquitetônico, a cidade é conhecida por sua vocação musical e tem realizado eventos importantes - que os veículos que agora capitalizam em cima da tragédia ignoraram -, como a Semana da Canção Brasileira e os já tradicionais Festival de Marchinhas e a Semana Elpídio dos Santos, que em 2009 celebrou o centenário de nascimento de seu compositor mais ilustre. A catástrofe, porém, tem revelado a quem não sabia a dimensão do zelo de uma legião de pessoas ligadas à arte por São Luiz - e seus habitantes que a fazem tão cativante.     Profissionais ligados às artes, como a cantora Suzana Salles e Gisele Jordão, respectivamente curadora e produtora da Semana da Canção, o fotógrafo Luciano Dinamarco, o ator Walmor Chagas, o músico Edson Natale, o político e escritor Gabriel Chalita, o jornalista e produtor cultural Israel do Vale e o jornalista José Luiz de Souza, do Valeparaibano, entre outros, estão empenhados em realizar ou participar de diversas ações culturais para ajudar a reerguer a cidade. O fotógrafo José Patrício, do Estado, diz que disponibiliza todo o seu acervo de imagens de São Luiz, para exposição e venda com renda revertida à população.A próxima edição do projeto SamBaCana Groove ("de música 98% brasileira e 100% esfuziante"), pilotado por Israel, amanhã vai ser beneficente. Quem levar dois quilos de alimentos não perecíveis (exceto sal e açúcar) e duas peças de roupa entra de graça na festa, que ocorre na Livraria da Esquina, na Barra Funda.Gisele Jordão confirma a realização, ao longo do ano, de diversos shows, em São Paulo e em cidades vizinhas de São Luiz. Suzana Salles vem entrando em contato com todos os artistas que se apresentaram nas três edições da Semana da Canção - como Arnaldo Antunes e Ná Ozzetti, que já se colocaram à disposição - para participar desses shows.Segundo o diretor de Cultura de São Luiz do Paraitinga, Benedito Filadelfo de Campos Netto, o Festival de Marchinhas e uma versão do próprio carnaval de São Luiz - como já ocorreu outras vezes em cidades vizinhas em forma de micareta - devem ser realizados em São Paulo. 

HOMENAGEM AOS PARTICIPANTES.   José Luiz de Souza, Luciano Dinamarco, Raquel Marques Roman e a artista plástica Miriam Badaró estão organizando um bazar e um leilão culturais que deverão ocorrer no Hotel Fazenda Mazzaropi, em Taubaté. Até agora, no entanto, nenhum desses eventos está definido. As prioridades são outras. Segundo Dinamarco, que concentra informações sobre ajuda humanitária no blog http://www.sosparaitinga.blogspot.com/, "faltam recursos humanos e organização" na distribuição de alimentos e refeições à população, que continua necessitada, deprimida e confusa.
"Por enquanto não há nada de concreto, até porque muitas das pessoas que fazem o carnaval perderam suas casas e todos os instrumentos musicais", diz Netto. "A gente está esperando um pouco passar esse caos que está na cidade, mas daqui a uma semana vamos tentar nos reunir com todo mundo para vender o produto carnaval. Até porque os próprios artistas que perderam tudo precisam ganhar dinheiro. Se possível, queremos pegar parte da arrecadação dos ingressos para ajudar na reconstrução da cidade."Apelidada de "capital das marchinhas", São Luiz do Paraitinga é uma cidade que respira música. O legado de Elpídio dos Santos - que é até estudado nas escolas - tem sido um grande estímulo para outras gerações, como alguns de seus filhos que formaram com amigos o grupo Paranga, nos anos 1980. Um de seus ex-integrantes, Galvão, foi diretor de cultura na cidade e tinha montado um estúdio recentemente. Perdeu tudo na catástrofe. 
 PRESERVAR A NATUREZA!            "Hoje, a cidade precisa de soluções mais emergenciais, mas mais para a frente vai precisar de muito dinheiro para se reerguer. Por isso, pensamos em fazer o leilão e o bazar no fim de fevereiro", diz Souza, que já conta com mais de 50 obras de artistas e fotógrafos, como Patrícia Kaufmann, Célia Barros, Paulo Pacini, Mário Lúcio Sapucahy e Paulo Pereira. Nana Vieira, que fez o belo livro de fotos O Divino em Festa, com imagens de São Luiz, doou 14 volumes de sua obra para o bazar.
Tom Maia, que anos atrás fez desenhos a bicos-de-pena dos imóveis históricos da cidade e de Cunha, reunidos no livro Vale do Paraíba - Velhas Cidades, doou vários originais para o leilão. Mesmo sem ter obra para doar, Cláudia Rangel, responsável pela restauração da basílica de Aparecida, propôs-se a restaurar sem custo objetos móveis que forem recuperados dos escombros de São Luiz.
"Em outras ocasiões, artistas como Maria Bonomi e Guto Lacaz se prontificaram a ajudar quando pedi", conta Souza. "Tenho certeza que posso contar com eles também. A adesão dos artistas tem sido grande. A tendência é crescer muito." Quem quiser fazer doações de objetos de arte, livros, CDs e DVDs pode entrar em contato com Souza pelo e-mail jlsocial@uol.com.br                                                      gabriel chalita               




PADRE FÁBIO DE MELO: O Novo Ano sob a Ótica do Menino


 Rio - O menino quis saber o significado do ano novo. Tentei dizer. Busquei as frases prontas que são tão comuns à essa época do ano, e prontamente me coloquei a repeti-las. Percebi que ele escutava tudo o que eu dizia, mas sem muito interesse. Ele voltou a insistir. Queria saber se haveria algum sinal que pudesse sinalizar a mudança do ano velho para o ano novo.
Eu fiquei desconcertado. Eu confesso que o único sinal que me ocorreu foi a famosa queima de fogos que acontece na praia de Copacabana. Não tive coragem de dizer. Apesar da pouca idade, o menino buscava por um significado mais profundo a respeito do tempo. Sem muitos rodeios ele argumentou que não conseguia perceber muito sentido nessa história de ano novo. Ele tinha uma visão prática da vida. E sobre ela me falou. Buscou realidades simples do seu contexto e exemplificou para que eu pudesse entender sua dúvida. O menino estava coberto de razão. Sua visão prática era coerente, lúcida. Não há nada de novo no ano novo. O que muda é o relógio, o calendário, mas a vida continua o seu remanso de sempre.
Foi então que busquei extrapolar o seu discurso prático e lhe ofereci algumas porções do meu discurso simbólico. Eu também precisava sobreviver àquela conversa. Não queria sair dela embebido daquela praticidade que poderia ruir minha capacidade de acreditar que existe alguma novidade à minha espera com o romper da nova década. O menino me olhava interessado. Falei sobre o tempo e seus ciclos. Falei da psicologia das horas.
Argumentei que a demarcação das datas pode ter repercussão nas almas das pessoas. A oportunidade de virar o calendário pode ter efeito positivo sobre aquele que se sente pesado, angustiado, sem esperanças. Comparei o ano velho a uma gaveta que precisa ser limpa. Guardamos muitas coisas desnecessárias. Chega o momento em que precisamos fazer a triagem. É necessário limpar, jogar fora, abrir espaços para coisas novas. Ano novo e gaveta limpa podem ter os mesmos sentidos, sugeri. Toda vez que nós temos a sensação de um novo tempo, é natural que nossas almas sejam invadidas por esperanças. Faz parte do processo humano sofrer de esperanças.A esperança é uma espécie de instinto de sobrevivência. O cansaço dos tempos idos pode dispor o nosso coração à possibilidade de mudanças. É como se houvesse uma saturação. Não queremos mais o peso do passado. Precisamos de outra oportunidade. O calendário novo nos oferece essa sensação. Ao saber que o ano velho está sendo finalizado, é possível que você se encha de expectativas importantes.O menino me olhou com carinho e agradeceu. Voltou para o seu mundo de brinquedos e deixou-me diante da necessidade de conciliar os dois discursos. O prático e o simbólico. Desaforo. O discurso prático parece humilhar o discurso simbólico. Ele resolve porque é dotado de clareza. É lógico, curto, asfixiante.  
E foi assim que recebi o ano novo.Tentando equilibrar os dois discursos dentro de mim. Vez em quando eu me recordo da ótica do menino. Eu não a desconsidero. Ele tem razão. Se a gente não se empenhar na construção de um novo tempo, nada acontecerá. O ano novo será mesmice, repetição de erros, acomodação de posturas, condução medíocre de oportunidades, explosão de fogos que oferece brilho breve, assustadoramente fugaz. Mas não precisa ser assim. Há sempre um motivo novo abscôndito nas velhas estruturas da condição humana. A isso chamamos de evolução, superação. O menino me ajudou com sua ótica. Perdi o medo de ser prático na minha reflexão sobre o tempo.De fato, nada mudou. Mas também não posso deixar de admitir que há um vento suave me conduzindo para o coração do futuro. E assim eu vou. Abraçando o presente, passando o passado, aprendendo com essa dinâmica interessante, inventada por alguém que não sei dizer, que faz o ano velho ser novo de novo.

                        Pe FÁBIO DE MELO

NATAL E ANO NOVO A DOIS

NATAL E ANO NOVO A DOIS    Meu Natal e Ano Novo foi maravilhoso, pois foi comemorado a dois: Eu e o Dono da Festa! Tem melhor que isso?Numa conversa profunda sobre  vários assuntos bem. Afinal, Ficaria bem monótono falar sempre a mesma coisa. E "ELE" é especial e merecia o melhor de mim! Foi o melhor Natal que ja  passei, colocar a prosa em dia, foi uma grande experiência. Deus nos preenche de tal forma que me surpreendi...Passamos só nos DOIS, não por falta de opções, mas sim de escolhas. Precisava rever conceitos, escolhas e precisava DELE para me ajudar!"ELE" talvez gostaria que estivessemos em maior quantidade, mas disse a ELE que esses dia queria ter o direito de ser um pouco egoísta Queria ELE,só para mim.Que eu tinha esse direito.Afinal fui uma boa "menina", QUE TENHO FEITO OS DEVERES DE CASA, quase, BEM FEITO.
Assim ELE concordou! Foi muito simples, mas aquela sacralidade misturava ao ambiente, e se empregnava nos menores detalhes, em cada canto da casa pelo amor que ali existia! Isso me deixou extasiada, como o Divino é emanente em si mesmo. As luzes do meu coração brilhava e se espalhava por todo o ambiente.....Juntando ao brilho que emanava DELE, dois solitários, a serem lapidados e moldados para se tornarem um só e para sempre.Obrigado DEUS, Por me proporcionar tamanha felicidades!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Falamos dos meus fracassos, mas tambem dos meus sucessos, sobre meus erros, mas sobre os acertos, então pedi perdão a ELE, por não deixa-lo agir livremente na minha vida. Falamos de suas promessas mas me disse que quando fosse cumpri-la não me diria, teria que esperar o tempo certo. Ah!!!  a parte que mais gostei foi sobre o amor.Que eu teria a última oportunidade, talvez realizasse a tempo, talvez ficasse para outros tempos. Dependia só das minhas escolhas... Disse então a ELE que achava que não vai ser desta vez,que minha escolha tinha sido muito refinada e já não cabia mais no tempo kronos. Provavelmente,não ficarei muito tempo por aqui! Então que se não fosse desta vez, que seje na próxima! Talvez! Seje simples assim: A MINHA ÚTOPIA


                                 Texto:Iracema verly de salles